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Conheça como é feito o tratamento de esgotos pelo DAEPA na ETE
- ETAPA 1 – TRATAMENTO PRELIMINAR: O esgoto afluente à ETE passa, inicialmente, por uma grossa grade manual que retém o material grosseiro, o qual é removido diariamente e lançado numa calha perfurada, para que o excesso de líquido retorne ao canal de chegada. O material desidratado é depositado em uma caçamba, de onde é levado para área de disposição no solo.
- Após a grade grossa o esgoto passará por uma grade fina mecanizada dotada de timer e sensor de nível, lançando os detritos em uma calha perfurada para secagem do material, o qual seguirá para uma caçamba e posteriormente para área de disposição no solo.
- Do gradeamento o esgoto segue para os desarenadores onde a areia é separada do esgoto gradeado, por gravidade, com o recolhimento da areia por um raspador de fundo, com movimento circular. A areia sedimentada é encaminhada para um poço de acumulação. Do poço de acumulação, através de um transportador, a areia é lançada a uma caçamba, de onde, juntamente com o material gradeado são levados para área de disposição no solo.
- O efluente, já desarenado, passa por um medidor de vazão de esgoto e escoa para o poço de sucção (Figura 5) da estação elevatória final – EEF, de onde é recalcado para a primeira caixa distribuidora de vazão - CDV, à montante dos reatores anaeróbios de fluxo ascendente - RAFA.
- ETAPA 2 - REATORES: Dessa caixa o esgoto é distribuído igualmente no fundo de cada reator (2). Nos reatores, os lodos que se sedimentam, passam por um processo de digestão anaeróbia e assim vão perdendo água, se mineralizando e sendo, também, parte desse lodo transformado em gás e exaurido no queimador.
- ETAPA 3 – LAGOAS DE TRATAMENTO: O efluente dos reatores anaeróbios é coletado e conduzido até uma segunda caixa distribuidora de vazão, de onde é levado à lagoa facultativa (2), possuindo pequena quantidade de sólidos em suspensão sedimentáveis tendo, em termos de DBO, uma redução de 70% em relação ao esgoto bruto afluente ao reator. A eficácia na depuração do resíduo em lagoas de estabilização facultativa depende das condições climáticas locais como irradiação solar, temperatura e intensidade dos ventos. Assim, quando as taxas de radiação solar forem mais acentuadas, haverá um maior crescimento fitoplantônico que, juntamente com a atividade metabólica dos microorganismos presentes na massa líquida, irão promover a oxidação da matéria orgânica. Dessa lagoa o esgoto passa antes por quatro lagoas de maturação, as quais apresentam ambiente propício como radiação solar, elevado pH, elevada concentração de oxigênio dissolvido - OD, escassez de alimento, para eliminação de organismos patogênicos. Sua eficiência chega a atingir 99,99% de eliminação de coliformes e a eliminação total de helmintos, cistos e ovos. O esgoto então é recolhido e após reunido, lançado no Corpo Receptor, o Córrego Rangel.
- O lodo produzido no reator anaeróbio é retirado por pressão hidrostática e lançado no leito de secagem a cada 15 dias. Após seco, tanto o lodo como o retido nas grades e a areia sedimentada são dispostos em valas de aterro controlado.